A Liga defende a preservação da diversidade cultural guineense.
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Por: Geraldo C

Novembro 30, 2022

Novembro 30, 2022

A Liga Guineense dos Direitos humanos quer que a diversidade cultural da Guiné-Bissau seja cultivada e preservada.

A posição da Liga foi hoje tornada a pública em Bissau, pelo seu presidente Augusto Mário da Silva, no âmbito de I Encontro nacional de Reflexão dos Líderes Religiosos sobre a Prevenção do Radicalismo e Extremismo Violento.


Para o presidente da Liga Guineense dos Direitos humanos “aGuiné-Bissau é conhecida pela sua consistente coesão social caracterizada pela tolerância étnico e religiosa. Com uma riquíssima diversidade cultural, a coabitação e a harmonia étnica e religiosa faz dela um exemplo na subregião”.

“Esta diversidade cultural e religiosa que hoje representa a nossa força e a nossa alavanca para o desenvolvimento pode também representar uma ameaça à coesão nacional se não for permanentemente cultivada e devidamente cuidada.

Contudo, é nossa convicção de que os líderes religiosos constituem uma força poderosa e determinante para construir pontes de diálogo não só entre si, mas também com a sociedade em geral, tendente a prevenção e desconstrução de ideologias radicais que semeiam a discórdia e alimentam a violência na sociedade”, defendeu o ativista guineense, que ainda teceu alerta sobre a ameaça do extremismo violento na África Ocidental.

“A influencia de correntes extremistas e o crescente fenómeno de radicalização verificada no mundo e, particularmente na nossa subregião africana, deve nos colocar em posições de alerta permanente, acionando todos os mecanismos de prevenção à nossa disposição para evitar que o nosso tecido social seja afetado por fenómenos alheios à nossa tradição cultural”, observou.

Por isso, o projeto “ Observatório da Paz” pretende apenas servir de facilitador para o estabelecimento de uma aliança da paz das confissões religiosas, com a finalidade de promover valores humanistas e fortalecer a coesão entre os guineenses.


De acordo com o ativista “a Guiné-Bissau faz parte de uma sub-região fortemente marcada por um contexto de recrudescimento de atividades criminosas levadas a cabo por diversos grupos de radicais e extremistas que  ocupam grandes áreas de países da Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), da qual a Guiné-Bissau é membro, financiados através de atividades criminosas, mormente tráfico de droga, branqueamento de capitais tráfico de armas, manipulação e incentivo às emigrações irregulares”.

“Não podemos olvidar que a falta de perspectivas paras os jovens, a pobreza crescente e o desemprego fazem muitas pessoas, sobretudo as mais jovens, não só a seguir os perigosos caminhos da emigração ilegal mas também a tornarem-se presas fáceis das correntes ou ideologias extremistas e radicais”, alertou Augusto Mário da Silva.

Neste sentido, o ativista guineense considerou que “ a vigilância assume capital importância no sentido de melhorar a perspectiva dos jovens e de promover a educação e formação sem descurar a formação religiosa e o aprofundamento das noções de abertura e tolerância”.

Decorre em Bissau I Encontro nacional de Reflexão dos Líderes Religiosos sobre a Prevenção do Radicalismo e Extremismo Violento, que começou hoje (30.11) e termina esta quinta-feira (1.12), uma iniciativa do Projeto Observatório da Paz “ No cudji paz”, financiado pela União Europeia e Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, a ser implementado pela Liga Guineense dos Direitos humanos e Instituto Marques Valle Flor.

RTB

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