A Denúncia de Nabiam Desencadeia Tempestade Política no Epicentro do Narcotráfico
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Por: Redação

Janeiro 30, 2024

Janeiro 30, 2024

Nos últimos dias, a Guiné-Bissau tem sido palco de intensas discussões e declarações em torno do preocupante aumento do tráfico de drogas no país. Nuno Gomes Nabiam, líder da Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB) e conselheiro do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, em comício em Bissorã, expressou sua profunda preocupação com a situação, alegando que a nação corre o risco de se tornar um centro de tráfico de drogas. Segundo Nabiam, a incapacidade técnica do país em controlar suas fronteiras, marítimas e aéreas, está contribuindo para que o problema atinja proporções alarmantes.

Em resposta às acusações, Botche Candé, o Ministro do Interior, desafiou Nabiam e outros representantes do Estado a apresentarem provas concretas das alegações feitas. Candé criticou a maneira como Nabiam levou o assunto ao público, argumentando que, dada a posição de Nabiam como membro do Conselho de Estado e conselheiro presidencial, ele deveria ter abordado a questão internamente, junto ao Presidente, ao Primeiro-ministro ou ao próprio Ministro do Interior.

Por outro lado, Nabiam e os líderes do PRS, no âmbito da Aliança Kumba Lanta, defendem que não acusaram diretamente o Estado guineense de envolvimento no tráfico, mas sim alertaram para a crescente proliferação de drogas no país e para a aparente incapacidade do Estado em combater eficazmente este flagelo. Eles apelam à comunidade internacional para apoiar a Guiné-Bissau na luta contra o tráfico de drogas, uma questão que, segundo eles, está a ter graves repercussões na sociedade guineense.

A situação é agravada pela controvérsia envolvendo Botche Candé, cuja nomeação como Ministro do Interior foi questionada pelos líderes da APU-PDGB e do PRS. Segundo o comunicado da Aliança Kumba Lanta, a presença de Candé no governo, dada a gravidade dos motivos que levaram à sua exoneração anterior, é vista como inapropriada, alimentando ainda mais a tensão política no país.

A Aliança Kumba Lanta acusa ainda o Ministro do Interior de tentar politizar as forças de segurança, uma acusação grave num país onde a estabilidade e a independência das instituições são fundamentais para a manutenção da ordem e da democracia. No entanto, os líderes da aliança aproveitam para agradecer às Forças de Defesa e Segurança por se manterem equidistantes do jogo político, defendendo os valores da nação.

Em resumo, a situação na Guiné-Bissau é complexa, com acusações cruzadas e um apelo urgente à comunidade internacional para intervir. Enquanto os políticos trocam acusações e defendem suas posições, a preocupação com o tráfico de drogas e suas implicações para a sociedade guineense permanece um desafio crítico e iminente.

RTB

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