PR considera “Nino” Vieira património guineense

O chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló, considerou ontem, 16.11.20, que “Nino” Vieira é “património de Estado” e pertence a todos os filhos do país.

Citado pela Lusa, Umaro Embaló discursava na Amura, durante a cerimónia de trasladação dos restos mortais do antigo Presidente da República, o falecido General João Bernardo Nino Vieira e também da celebração do dia das Forças Armadas.

O presidente guineense revelou ter uma conversa com a viúva do ex-presidente, afirmando que ligou a Isabel Vieira e disse, “senhora não vou pedir autorização, mas vou informá-la de que vou enterrar “Nino” Vieira ao lado do seu companheiro Amílcar Cabral. O Nino não pertence só a vocês. O Nino é património da Guiné-Bissau”.

Sissoco Embaló acrescentou também que “todos os filhos da Guiné-Bissau têm um pedaço daquele homem. Portanto, não pertence à Isabel, nem aos filhos biológicos de “Nino” Vieira. “Nino” sou eu e todos os que estão aqui”, advogou.

“Não fazemos política com “Nino”, nem com e outros”, salientou, referindo-se a outros combatentes pela independência do país.

Para Umaro, “Nino” Vieira merece respeito e que não faz política com o seu legado, referindo depois entre outros combatentes como Cabral, Canha Na Tungue, Pansau Na Isna.

De relembrar que, o antigo Presidente João Bernardo “Nino” Vieira foi assassinado na sua residência em Bissau, em março de 2009, horas depois do assassínio do então chefe das forças armadas do país, general Tagmé Na Waie.

Entretanto, a filha mais velha do antigo Presidente Florença Vieira lamentou, em entrevista dada à Lusa, a forma como o processo de trasladação dos restos mortais do pai foi conduzido.

O assassínio do antigo Presidente nunca foi resolvido e apesar de ter sido feita uma investigação pelo Ministério Público o processo acabou arquivado por falta de acusação.

VJ

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