Chefe da Migração e Fronteiras detido por suspeita de tráfico de droga

 

Coronel terá ordenado que elementos da sua polícia retirassem à força 83 cápsulas de cocaína, apreendidas por agentes da PJ a um luso-guineense que se preparava para embarcar num voo para Lisboa

Alassana Djaló, um coronel da Guarda Nacional, a principal força paramilitar guineense e atual diretor-geral dos Serviços de Migração e Fronteiras, foi detido esta sexta-feira, dia 11, por suspeita de autoria de crime de tráfico de droga, peculato e corrupção.

Alassana Djaló, antes de dirigir a Migração e Fronteira, o correspondente ao SEF em Portugal, comandou o departamento de investigação criminal da Guarda, e foi nessa qualidade que terá ordenado que elementos da sua polícia retirassem à força 83 cápsulas de cocaína, apreendidas por agentes da PJ guineense no aeroporto da capital em março último.

A ordem de detenção do oficial indica que há fortes indícios de Djaló ter ordenado também a libertação de Aliu Baldé, um luso-guineense apanhado com as referidas cápsulas de droga, quando se preparava para embarcar num voo para Lisboa.

Não é a primeira vez que a PJ se queixa da interferência de outras polícias neste género de operações no aeroporto de Bissau. Segundo o semanário guineense “O Democrata”, que cita a PJ, meia hora depois da detenção da ‘mula’ e da confiscação do seu passaporte, elementos fardados da Guarda Nacional, forçaram a entrada nas instalações da PJ no aeroporto e levaram a droga e o cidadão luso-guineense, assim como o seu passaporte. O homem não chegou a ser levado à justiça e supõe-se que abandonou o território.

Os relatórios mais recentes das agências especializadas no combate ao tráfico de droga e ao crime organizado transfronteiriço assinalaram uma maior atividade das redes de tráfico de droga na Guiné-Bissau a seguir à crise política provocada pelo diferendo eleitoral resultantes das presidenciais de dezembro de 2019. Em duas operações sucessivas em março e setembro desse ano a PJ anunciou a captura de quase 3 toneladas de cocaína, assim como a prisão e julgamento de uma dezena de narcotraficantes guineenses e estrangeiros, entre os quais alguns latino-americanos.

Expresso//

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