A segunda vice-presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde(PAIGC), admitiu que o Presidente Interino da Guiné-Bissau, Cipriano Cassama foi forçado à renunciar do cargo para salvar sua vida, e a da sua família, embora afirma que este não pode virar costas à luta pela afirmação da democracia no país.

‘Neste momento qualquer renúncia de qualquer cidadão é renunciar ao país. Nesta senda Cipriano Cassama como combatente da liberdade da pátria não pode virar as costa à luta”, vincou Odete Semedo.

Semedo falava aos jornalistas, este domingo, 01 de março, na residência oficial de Cipriano Cassama em Bissau, após renúncia do cargo de Presidente Interino, onde grupo de dirigentes do PAIGC tentaram fazer Cassama mudar da sua intenção para salvaguardar a democracia.

Aos jornalistas, Semedo afirma que o partido liderado por Domingos Simões Pereira está de pedra e cal para defender a Guiné-Bissau, a justiça e a democracia.

Igualmente ministra da Administração Territorial e Gestão Eleitoral do executivo demitido por Umaro Sissoco Embalo, Semedo acredita que calmamente o Presidente Interino vai repensar a decisão de abandonar o cargo.

De acordo com a segunda vice-presidente do PAIGC, o que está em causa é a Guiné-Bissau, mas não ele como pessoa ou presidente do Parlamento, por isso, não pode aceitar a intimidação.

Além de Semedo, esteve presente na residência de Cassama, Califa Seide, terceiro vice-presidente do Partido, Dan Yala e Teodora Inácia Gomes, respectivamente dirigentes do PAIGC.

De referir que neste domingo, Cassama renunciou do cargo, alegando intimidação fisica contra sua pessoa, sua família e o seu corpo de segurança pelos militares.

Embora reconheçe que foi investido de forma legal pelos parlamentares com maior acento parlamentar, Cassama refere ainda que decidiu abandonar o cargo por razões de interesse da Guiné-Bissau, da democracia, estabilidade, paz social e da salvaguarda de vidas humanas guineenses.

Numa declaração à imprensa na sua residência em Bissau, Cassama pediu desculpa ao seu partido e aos cidadãos guineenses por esta renúncia.

Bissau online/Alison Cabral