A Ecomib, força de interposição da Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO), começou a ser retirada do corpo de escolta do Presidente da Guiné-Bissau, do presidente do parlamento, de Aristides Gomes, do primeiro-ministro demitido, da casa de Domingos Simões Pereira e dos juízes do Supremo Tribunal de Justiça. A ordem é de Umaro Sissoco Embalo, Presidente auto-proclamado, e começou ontem a ser aplicada.

A partir de agora serão os elementos das forças de defesa e segurança guineenses que darão cobertura de segurança à todas as individualidades do Estado.

O general na reserva e ministro da Defesa do governo de Nuno Nabian, Sandji Fati, disse tratar-se de uma operação normal, uma vez que a Ecomib termina o seu mandato na Guiné-Bissau a 30 deste mês. O ministro guineense da defesa descarta, ainda, qualquer cenário de caça às bruxas em torno da retirada dos contingentes da Ecomib de vários recintos da capital e elogia o papel da força da CEDEAO na estabilizaçao do pais desde 2012.

O general Fati assinalou que não há nenhuma caça às bruxas na Guiné-Bissau e que até os membros do Governo demitido passarão a ter a protecção do corpo de segurança com agentes guineenses.

Em relação à força da Ecomib, o general Fati enalteceu o seu papel ao longo de cerca de oito anos, tendo anunciado que serão homenageados brevemente numa cerimónia pública antes da sua partida definitiva do solo guineense.

RFI