A principal atenção neste momento da pandemia está centrada nos
desafios impostos aos sistemas de saúde, entretanto, não devemos nos
esquecer que o sistema educacional, também, está afetado. De acordo com
https://agenciabrasil.ebc.com.br/ pelo menos 85 países fecharam escolas em
todo o território para tentar conter a disseminação da nova corona vírus (COVID19). A Guiné-Bissau, não foge à regra, todas as escolas estão temporariamente
fechadas até esse momento, porém não existe um plano estratégico ao sistema
de ensino no país e nem de apoio as instituições de ensino privadas.
Após o anúncio do primeiro decreto do estado de emergência, sua
Excelência, Presidente da República, Umaro El Mokhtar Sissoco Embaló,
afirmou que “todos os funcionários públicos receberão os seus salários,
trabalhando ou não “. Nessa ordem de ideia, os professores da função pública
continuarão recebendo os seus salários enquanto os seus colegas das
instituições privadas correm riscos de não receber os seus honorários. Diante
disso, quais são as medidas do governo para com os empresários do setor de
Educação e seu corpo docente? Com vista a evitar colapso no sistema do ensino
privado do país após pandemia.

A medida tomada pelo governo do fechamento temporário das escolas,
além de proteger as crianças e os jovens, reduz as chances de propagação do
COVID-19, visto que, em grande parte dos lares guineenses há sempre grande
aglomeração familiar. Entretanto, isso não impede, ao governo adotar medidas,
de auxilio emergencial, como por exemplo, de abertura de linha de credito as
instituições privadas do país.

O estado de emergência decretado pelo governo já passou duas
semanas, e foi prolongado (11/04) para mais 15 dias, haja vista, até então, não
anunciaram as medidas de resguardar o ano letivo e nem de apoio aos
empresários das instituições de ensino privadas. Lembrando que o tempo
perdido das aulas deve ser compensado, para isso, quais medidas o governo irá
tomar para recompensar a carga horária mínima do ano letivo por ele exigido.
Face a pandemia, muitas empresas estão passando dificuldades, como
no caso das instituições de ensino privado e, também, muitas famílias não
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conseguirão honrar as mensalidades dos seus filhos, situação que acarretará
uma grande impossibilidade financeira para muitas instituições. Para evitar
colapso e consequência negativa imprevisível no sistema educativo do país,
sugere-se ao governo de adotar estratégias para salvar o ano letivo e criar
medidas abrangentes para ajudar as instituições privadas, vistas como motores
da nossa economia.

Dentre as medidas e as ações que o Governo da Guiné-Bissau pode
tomar, são as seguintes:
✓ Pensar em linhas de créditos para mitigar impactos pós-pandemia da vida
financeira dos empresários, levando em consideração os princípios da
administração pública, nomeadamente o princípio de igualdade – que
pressupõe, que as pessoas colocadas em situações diferentes sejam
tratadas de forma desigual. Como também prevê no (Art. 24°) da
.Constituição da República.pdf;
✓ Pensar em estratégias de compensação das aulas perdidas ou criar
estratégias para reabertura nas zonas considerado de menor risco e criar
protocolos de higienização dos espaços antes da sua reocupação pelos
estudantes;
✓ Mesmo sendo menos importante, devido a situação do país. Mas, já
estamos na altura de pensar na implementação do ensino a distância para
certos sectores de educação, como por exemplo, a curto e médio prazo,
implementar nas universidades e algumas escolas privadas, nessa
perspectiva podem trabalhar em parcerias com provedores de internet no
país (MTN e ORANGE) para ajudar na implementação desse objetivo;
✓ Incentivar o envolvimento dos pais e dos encarregados da educação dos
filhos a partir dos meios de comunicação (rádios e televisão), reforçando
a importância dos mesmos na aprendizagem dos filhos, como forma de
aumentar o nível de alfabetização no país.
Além do mais, ainda que pareça cedo para isso, é de fundamental
importância iniciar o planejamento das ações pós-pandemia de forma a evitar
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futuros impactos econômicos e educacional no país. Ressaltando a necessidade
de criar linhas de credito, com juros baixos, para as instituições privadas, de
forma a evitar grandes prejuízos na educação do país.
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Artigo de Opinião de Siradjo Ba Biaguê
Estudante em Administração Geral(Brasil,Palhoça)